terça-feira, 3 de junho de 2008

Gota de Água

Por fim a gota de água
Chega ao oceano.

Evapora-se sem mágoa
E sobe ao gasoso plano.

Da nuvem carregada
Escapa com boleia da gravidade.

Empreende longa jornada
Correndo com brevidade.

Unida a legiões de semelhantes
Forma poderosas nascentes.

Os rios caminhantes
Chegam ao mar sempre crescentes.

Igual a si a gota de água
Retorna ao inicial oceano.

Evapora-se sem mágoa
E sobe ao gasoso plano.

Publicado no espaço “O Mirante” in A Comarca de Arganil, 17/08/1999

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