Por fim a gota de água
Chega ao oceano.
Evapora-se sem mágoa
E sobe ao gasoso plano.
Da nuvem carregada
Escapa com boleia da gravidade.
Empreende longa jornada
Correndo com brevidade.
Unida a legiões de semelhantes
Forma poderosas nascentes.
Os rios caminhantes
Chegam ao mar sempre crescentes.
Igual a si a gota de água
Retorna ao inicial oceano.
Evapora-se sem mágoa
E sobe ao gasoso plano.
Publicado no espaço “O Mirante” in A Comarca de Arganil, 17/08/1999
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