[Resumida em versos fáceis]
Na noite dos tempos,
Antes de sermos nós,
Viveram-se momentos
Que levantam a voz.
Ao uivar dos ventos,
Quando se sentiam sós,
Despertaram os sentimentos.
A Deusa viveu em nós.
Na alvorada da história,
Os homens da Anta
Navegaram com glória,
Como na Irlanda se canta.
Da dor, e da vitória,
Várias tribos valentes
Deixaram memória,
E nós, como descendentes.
O invasor romano
Viriato não temeu.
Guerreando tanto ano,
Só à traição morreu.
O império acabou.
O bárbaro veio reinar.
Mas, o cristianismo ficou
Até o mouro chegar.
No tempo da cruzada
Lutamos pela independência.
Portugal na alvorada,
De Afonso foi a regência.
O Portugal cristão
Não ficou só neste continente.
Partiu para a vastidão
Encontrando nova gente.
As eras passaram
E o império desapareceu.
As ligações não terminaram.
E até Timor renasceu.
A língua portuguesa cresceu
Habita por todo o mundo.
O ideal de Dom Dinis floresceu
Renasceu lá bem no fundo.
Com tanta mudança,
Pequena é a crise de agora,
Venha a nova dança,
Pois esta pode ser a hora.
A hora do reino da criança.
Publicado no espaço “O Mirante”, in A Comarca de Arganil
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